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São Paulo, 5 de Novembro

Por A dona da Suzy

A primeira vez a gente nunca esquece.


Essa brincadeira começou a exatamente um mês atrás.

Nunca havia pilotado uma moto antes, era virgem nesse negócio de duas rodas, daí o espanto dos mais chegados quando anunciei que ia comprar o tal veículo.

Na quinta-feira passada caia uma garoa na cidade e lá pelas 19hs eu e a motokinha íamos estudar.

Espelhinho direito, espelhinho esquerdo, chuva caindo na cara, chão escorregando, olhar bem se não vem uma moto pelo corredor, limpar a viseira do capacete (precisam inventar um capacete com limpador de para-brisa)... ahhh, é muita coisa...

Bem em frente ao Detran, na 23 de Maio eu freio...
Nesse momento só me vejo caindo no chão e a Burgman indo parar lá na frente, arrastando pela Avenida!!!

Não sei como descrever a sensação de ver seu patrimônio se estatelando pelo chão.
O capacete passou no teste do tombo, juntamente com a capinha de chuva e o casacudo polar, já o sapato scarpin de salto baixo não.

Nada de sério aconteceu, levantei, vi que tinha ralado o pé (de leve), o patrimônio que havia andado uns 4 metros à frente também se mostrou duro na queda tendo quebrado de mais sério o espelhinho direito.

Uma moça muito gentil parou do lado e insistia em saber se não estava precisando de nada.

-“Pode ir, moça, está tudo bem”-

Já um motoboy parou, desceu da moto e veio me auxiliar, andou comigo até a entrada da Radial Leste, um gentleman.

Puta dor de cabeça, nenhum osso quebrado e uma prova de Logística para fazer.

O patrimônio está bem, mesmo tendo se esfregado no asfalto, ralou pouca coisa.

Ainda um pouco traumatizada...afinal, o primeiro tombo, a gente nunca esquece.

2 comentários:

Anônimo disse...

Poxa minha querida, q coisa...
Vamos processar a prefeitura pelo asfalto liso... Mulher (ainda mais bonita assim) não pode andar em asfalto escorregadio... De carro já são um perigo... de moto...

Unknown disse...

Amandinha, segue a historia de uma das minhas pataquadas!
Beijos
Amanda

Francamente, existem coisas que são trabalho de homem, existem outras que são trabalho de mulher.

Pois bem, final de semana, casa de amigos, dia lindo, piscina e churrasco. Mas sem carvão não dá, começou então a briga para saber quem ia comprar, e minha língua de 3 metros se ofereceu. Indo para o mercado de moto, cantando, de shortinhos e blusinha.

Feliz da vida, um puta sol e o farol fica vermelho, parou uma Suzuki GS500 do meu lado, de proprietário muito charmoso, trocamos olhares, um sorrisinho, o farol abriu e ele saiu correndo ( tolinho, nem pegou meu telefone), mas ele tava querendo mostrar a “potência” , entendo, entendo.

Andamos mais um tempo meio juntos, ele um pouco a frente me acompanhando pelo retrovisor, eu passei uma lombada, desviei de um buraco, tava fazendo uma curva e foi quando…

CATAPLOF!

Olhos fechados. Silêncio.

Será que eu morri? Corajosamente abri o olho, e vi minha moto mais à frente vazando gasolina:

-Booooaa, se eu não morri no tombo, vou morrer na explosão!

E como toda desgraça é pouca, caí na frente de uma autorizada da Suzuki, num Sábado ao meio dia. – Qual o problema vocês me perguntam?! O problema é que 90% dos proprietários de Suzuki resolveram fazer uma revisãozinha NAQUELE dia, ou seja, cai com platéia!

Lá estava eu esparramada, atração do dia, causando o maior trânsitoooo, os suzukeiros me olhando, os carros parados, ônibus buzinando, tinha até gente tirando foto! E eu lá, checando pra ver se não faltava um dedo ou costela, sei lá.

Quando olhei pra frente, vi que o moço da motona levou um chão também. Passado o momento do acontecimento emocionante, o pessoal da autorizada veio me ajudar, levantaram a moto, me pegaram no colo, eu que estava no máximo com o joelho raladinho, deixei… “-Tadinha dela com o joelho machucado”, embora eu soubesse que estavam pensando “mulher e loira? De moto dá nisso…”

E fiquei deitada lá no chão da autorizada, pq ninguém me deixava levantar pq podia ser perigoso (diabos! Era só um joelho ralado). Enquanto isso pedi o celular de alguém lá e liguei pra meu casinho, q chamou, chamou, chamou e não atendeu. Depois de um tempo, e com a filhota com um pisca a menos, agradeci a todos e fui embora.

Saldo: até hoje não sei como, causdiquê, motivo, macumba que me fez cair. O asfalto me empurrou, certeza. O boçal da 500 que foi lá na autorizada se recuperar do susto, me contou que ele estava me olhando pelo retrovisor e me viu caindo, por impulso ele freiou, mas o dito tava no meio de uma curva . . .

É, eu fiz essa cara também.

Quando voltei pro churrasco estava a metade da galera, pálidos, podia jurar que vi uma lagrima escorrendo do olho direito do meu casinho, todos foram falar comigo, ficavam me pegando, falando todo mundo junto, eu só entendi “Moto” “tombo” “sem andar”.

Explico: Meu casinho ligou de volta pro número não atendido do celular, que do outro lado o Suzukeiro contou que uma atrapalhada tinta se estatelado no chão e que foi levada pra dentro no colo e que não tinha visto mais nada. E a outra metade de churrasco foi até a tal autorizada procurar a indigente aqui…

Mas agora aprendi, comprar carvão é serviço de homem!